Sabe como é ter aquela sensação de ter medo da felicidade?
Tudo começa quando o seu coração - aos poucos - se recupera de todos as mágoas passadas. E você se sente leve de novo. Mas sabe que algo está faltando na sua vida: Emoção.
Aquela sensação de não estar cabendo no próprio corpo. De não conseguir dormir por estar tão feliz. De sentir que o mundo, enfim, voltou a ter sentido.
Você passa uns 4 meses trocando passos com a solidão e quando menos espera, o mundo que antes era cinza e sem graça, volta a ter cor. Um colorido intenso. Vibrante. Radiante. O mundo, Deus, o destino - quem quer que seja - colocou um cidadão na tua vida. Um cidadão que faz o mundo inteiro girar quando olha nos teus olhos. Que canta - e toca - pra você as suas músicas preferidas. O cidadão que pega no seu cabelo e faz o seu corpo inteiro reagir ao toque morno das mãos dele. O mesmo cidadão que é calmo e romântico e ao mesmo tempo um furacão que te faz querer não desgrudar dele um segundo.
Você está feliz como nunca esteve, tudo é novidade. Descobrimento. O seu coração já foi entregue, quase sem esforço. Mas a sua cabeça, que está cansada de tantas mágoas, decepções e sofrimentos, prefere esperar. Esperar pois sabe que você que acaba de sair de um relacionamento muito intenso e que o seu coração ainda tem alguns buraquinhos. Esperar porque sempre espera o pior. Espera se magoar e prefere que seja logo, enquanto - ainda - não está totalmente envolvida. Esperar não quer dizer renunciar. Abrir mão. E muito menos desinteresse. Esperar é a forma que encontramos para evitar a dor. Mas você não sente dor nenhuma com ele.
Então, o que há pra se fazer, é aproveitar cada segundo. E mesmo que lá na frente você venha a se magoar, lembre-se, isso é viver. A vida é assim, não espera o nosso coração se recompor para quebra-lo de novo. Mas pior que se machucar por ter amado demais é se machucar por ter acumulado sentimentos. Quem sofre por antecipação, sofre duas vezes. Espere a vida seguir seu próprio caminho. E siga sempre seu coração e mande todo mundo calar a boca. Afinal, quem te mantém viva?
Yasmin Pípolos.

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