sábado, 20 de novembro de 2010
Às Vezes...
'Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a fazer.
E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração bater desordeiramente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido, e esperar, esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade.
Às vezes, é preciso partir antes do tempo, dizer: aquilo que mais se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma e prepará-la para um futuro incerto, acreditar que esse futuro é bom e afinal já está perto, apertar as mãos uma contra a outra e rezar a um Deus qualquer que nos dê força e serenidade. Pensar que o tempo está a nosso favor, que a vontade de mudar é sempre mais forte, que o destino e as circunstâncias se encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação ténue e fechada num passado sem retorno que teve o seu tempo e a sua época e que um dia também teve o seu fim.
Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizémos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito. Somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor.
Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo a baixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda-fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo.
Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio, paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar.
Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer.'
( Margarida Rabelo Pinto)
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
A Impontualidade do Amor
Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.
Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?
Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.
O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.
O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.
A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.
Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?
Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.
O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.
O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.
A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.
sábado, 30 de outubro de 2010
Fato!
Tudo bem, queremos meninas legais, sexy, taradas, bonitas, inteligentes e boazinhas. Muito fácil falar, pois quando aparece uma assim, de bandeja, a primeira coisa que a gente pensa, é: - Oba! me dei bem. Ficamos com elas, uma vez, duas. Começamos a pensar que essa é a mulher que nossa mãe gostaria de ter como nora. Se sair um namoro, vai ser uma relação estável. Você vai buscá-la na faculdade, vocês vão ao cinema, num barzinho, vai ter sexo toda a semana, tudo básico, até virar uma rotina sem graça.
Aí vc começa a olhar os caras bem vestidos e bem humorados, indo pra noite pra arrasar com a mulherada e vai morrer de inveja. Vai sentir falta de dar aquelas cantadas infalíveis na noite, falta de dar umas olhadas para uma gata, ou de dar aquela dançadinha mais provocativa na pista. Você pensa: - “Acho que não estou pronto pra isso, para me enclausurar pro resto da vida nesse namoro”. E a boa menina se transforma numa mala, e aos poucos vai surgindo um nojo dela, uma aversão. Quando você vê o nome dela no celular, nem dá vontade de atender…
JÁ ERA!!! Daí aquela promessa de vida estável vai por água abaixo, se a menina não se dá conta, a gente começa a ser grosso, muito grosso. E a pobre da menina pensa: - “O que foi que eu fiz?” Coitada, ela não fez nada, a culpa é nossa mesmo.
Aí, a gente volta pra nossa vidinha, que a gente odiava até semanas atrás. A gente não vê a hora de sair e arrasar na noite, ou pegar aquela mulher gostosona que sempre quisemos . Grande ilusão, você chega em casa depois da balada, sozinho e fica tentando descobrir por que você não está satisfeito. De repente foi porque a menina da night, a linda, gostosa, misteriosa, ficou contigo, passou a mão, rolou algo mais, mas nem se quer pediu teu telefone… FRUSTAÇÃO!
Daí, por mais que você não queira, você pensa na sua menina boazinha que você deixou pra trás… Ela podia ter seus defeitos, mas era uma menina legal, que ficaria ao meu lado me dando valor. Enquanto isso, a boa menina chateada, lesada, custa a entender o que ela fez pra te ter afastado dela, daí essa dúvida, vira angústia que vira raiva. Daí, a menina manda tudo pra PUTA QUE PARIU! Não quer mais saber de nada, só quer sair beijando muitos caras. Resolve não se envolver mais, pra não sair lesada, chutada ou chateada. Muito bem, acabamos de criar uma MONSTRA!
O tempo passa e a gente continua na mesma, volta a reclamar da vida e das mulheres. Elas só querem as coisas com homens cachorros e não estão nem aí pra nós… Ou será que nós é que fomos os cachorros?? Elas estão assim por culpa nossa. A mulher da night de hoje, era a boa menina de outro homem ontem e assim sucessivamente. Provavelmente, essa nossa ex namorada, boa menina, deve estar enlouquecendo a cabeça de outro homem por aí, e eu a perdi para sempre, ela virou uma mulher enlouquecedoura e eu a encontrei na balada (mais linda do que nunca) e ela???!! NEM OLHOU PRA MIM!!!
To mentindo?
Aí vc começa a olhar os caras bem vestidos e bem humorados, indo pra noite pra arrasar com a mulherada e vai morrer de inveja. Vai sentir falta de dar aquelas cantadas infalíveis na noite, falta de dar umas olhadas para uma gata, ou de dar aquela dançadinha mais provocativa na pista. Você pensa: - “Acho que não estou pronto pra isso, para me enclausurar pro resto da vida nesse namoro”. E a boa menina se transforma numa mala, e aos poucos vai surgindo um nojo dela, uma aversão. Quando você vê o nome dela no celular, nem dá vontade de atender…
JÁ ERA!!! Daí aquela promessa de vida estável vai por água abaixo, se a menina não se dá conta, a gente começa a ser grosso, muito grosso. E a pobre da menina pensa: - “O que foi que eu fiz?” Coitada, ela não fez nada, a culpa é nossa mesmo.
Aí, a gente volta pra nossa vidinha, que a gente odiava até semanas atrás. A gente não vê a hora de sair e arrasar na noite, ou pegar aquela mulher gostosona que sempre quisemos . Grande ilusão, você chega em casa depois da balada, sozinho e fica tentando descobrir por que você não está satisfeito. De repente foi porque a menina da night, a linda, gostosa, misteriosa, ficou contigo, passou a mão, rolou algo mais, mas nem se quer pediu teu telefone… FRUSTAÇÃO!
Daí, por mais que você não queira, você pensa na sua menina boazinha que você deixou pra trás… Ela podia ter seus defeitos, mas era uma menina legal, que ficaria ao meu lado me dando valor. Enquanto isso, a boa menina chateada, lesada, custa a entender o que ela fez pra te ter afastado dela, daí essa dúvida, vira angústia que vira raiva. Daí, a menina manda tudo pra PUTA QUE PARIU! Não quer mais saber de nada, só quer sair beijando muitos caras. Resolve não se envolver mais, pra não sair lesada, chutada ou chateada. Muito bem, acabamos de criar uma MONSTRA!
O tempo passa e a gente continua na mesma, volta a reclamar da vida e das mulheres. Elas só querem as coisas com homens cachorros e não estão nem aí pra nós… Ou será que nós é que fomos os cachorros?? Elas estão assim por culpa nossa. A mulher da night de hoje, era a boa menina de outro homem ontem e assim sucessivamente. Provavelmente, essa nossa ex namorada, boa menina, deve estar enlouquecendo a cabeça de outro homem por aí, e eu a perdi para sempre, ela virou uma mulher enlouquecedoura e eu a encontrei na balada (mais linda do que nunca) e ela???!! NEM OLHOU PRA MIM!!!
To mentindo?
domingo, 24 de outubro de 2010
Sou legal, não estou lhe dando mole
Se as pessoas veem em sua gentileza uma segunda intenção, não é você quem deve mudar, preste atenção.
Os valores andam trocados. As relações sociais estão conturbadas, falta gentileza e palavras de afeto. Quando, no entanto, há o menor sinal de recebimento de um carinho algumas pessoas já confudem a situação e a amizade ou educação são confundidas com otras cosas más. Aí é hora de você falar: Sou legal, mas não estou lhe dando 'mole'.
As pessos se apegam a quem as trata bem. Já viu o comportamento de um cachorro, gato ou passarinho quando bem tratados? Pois bem, com o ser humano não é diferente. Se a pessoa se faz presente, é atenciosa, participa de nossa vida, nos dá carinho e atenção (e nem sempre é preciso um prato de leite) é candidata forte a ganhar um espaço em nosso coração. Mas nem sempre da maneira como queremos.
Se você faz parte do seleto grupo dos gentis, não encare isso como uma forma de se fechar na falta de gentileza que vemos por aí. Se sua intenção não é de segunda ou terceira, quem deve mudar é quem está a sua frente, e não você. Os valores estão sim invertidos, as pessoas não são as damas e cavalheiros de antes e o mundo cor de rosa anda meio poluído, mas não é razão para que nos compreendam errado quando tentamos ir contra a maré dos errados.
Assim, continue a agir bem. Afinal, toda ação tem sua reação. Mas quando notar que sua atitude está sendo mal interpretada, seja firme e diga não, lembrando que "o importante da educação é o conhecimento, não dos fatos mas dos valores".
Mayara Paz
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Por tudo...
Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas. Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda-roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei.
Caio Fernando Abreu
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Mulher
"Para entender uma mulher
é preciso mais que deitar-se com ela…
Há de se ter mais sonhos e cartas na mesa
que se possa prever nossa vã pretensão…
Para possuir uma mulher
é preciso mais do que fazê-la sentir-se em êxtase
numa cama, em uma seda, com toda viril possibilidade…
Há de se ter mais sonhos e cartas na mesa
que se possa prever nossa vã pretensão…
Para possuir uma mulher
é preciso mais do que fazê-la sentir-se em êxtase
numa cama, em uma seda, com toda viril possibilidade…
Há de se conseguir fazê-la sorrir antes do próximo encontro
Para conhecer uma mulher, mais que em seu orgasmo, tem de ser mais
Para conhecer uma mulher, mais que em seu orgasmo, tem de ser mais
que amante perfeito…
Há de se ter o jeito certo ao sair, e
fazer da saudade e das lembranças, todo sorriso…
- O potente, o amante, o homem viril, são homens bons… bons homens
fazer da saudade e das lembranças, todo sorriso…
- O potente, o amante, o homem viril, são homens bons… bons homens
de abraços e passos firmes…
bons homens pra se contar histórias… Há, porém, o homem certo, de
bons homens pra se contar histórias… Há, porém, o homem certo, de
todo instante: O de depois!
Para conquistar uma mulher,
mais que ser este amante, há de se querer o amanhã,
e depois do amor um silêncio de cumplicidade…
e mostrar que o que se quis é menor do que o que não se deve perder.
É esperar amanhecer, e nem lembrar do relógio ou café… Há que ser
Para conquistar uma mulher,
mais que ser este amante, há de se querer o amanhã,
e depois do amor um silêncio de cumplicidade…
e mostrar que o que se quis é menor do que o que não se deve perder.
É esperar amanhecer, e nem lembrar do relógio ou café… Há que ser
mulher, por um triz e, então, ser feliz!
Para amar uma mulher, mais que entendê-la,
mais que conhecê-la, mais que possuí-la,
é preciso honrar a obra de Deus, e merecer um sorriso escondido, e
Para amar uma mulher, mais que entendê-la,
mais que conhecê-la, mais que possuí-la,
é preciso honrar a obra de Deus, e merecer um sorriso escondido, e
também ser possuído e, ainda assim, também ser viril…
Para amar uma mulher, mais que tentar conquistá-la,
há de ser conquistado… todo tomado e, com um pouco de sorte, também
Para amar uma mulher, mais que tentar conquistá-la,
há de ser conquistado… todo tomado e, com um pouco de sorte, também
ser amado!”
Carlos Drumond de Andrade
Carlos Drumond de Andrade
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Fiéis e Inteligentes
As mulheres acabam de ganhar um belo argumento contra os don juans: segundo uma pesquisa divulgada recentemente, homens fiéis são mais inteligentes que os infiéis. Dito assim, parece conversa pra boi dormir, mas há uma informação importante por trás desse resultado. Satoshi Kanazawa, especialista em psicologia evolutiva da London Schools of Economics, descobriu que há uma mudança de mentalidade em curso, e essa é a grande notícia.
Todos sabem a força da cultura herdada. De geração em geração, homens lidam com sexo de uma maneira menos romântica que as mulheres. Realizam suas fantasias e desejos à revelia de seu estado civil, amparados pela teoria ancestral de que nasceram para espalhar o maior número de sementinhas e assim garantir a permanência da espécie. Com um álibi bom desses, a infidelidade masculina acabou sendo considerada apenas uma travessura, e, se a traição magoava as parceiras fixas, azar das parceiras fixas. Perde-se um ônibus, logo vem outro, não é o que dizem?
O que o Sr. Kanazawa revelou ao mundo é que os homens começaram a perceber que esse rodízio pode ter um alto custo emocional. O sexo clandestino é muito divertido e o risco de ser descoberto pode deixá-lo ainda mais saboroso, mas se for realmente descoberto, surpresa: já não haverá uma Amélia para perdoar. Antigamente, as mulheres faziam olho branco não só porque “homem é assim mesmo”, mas porque a sociedade não recebia de braços abertos as desquitadas, e, além de sozinhas, elas teriam que viver de pensão e reduzir seu padrão de consumo, sem falar no trauma causado aos filhos. Uma derrocada familiar que era facilmente evitada: bastava fingir que nada estava acontecendo.
Hoje, independentes financeiramente, com a sociedade as reverenciando e conhecedoras de truques para não envelhecer jamais, as mulheres já não têm por que ficar aturando desaforo. Se a linha de ônibus deles é frequente, a nossa também, basta fazer um sinal. Mas não é a variedade que costuma nos dar uma bela história de vida pra contar.
Afora as imutáveis diferenças hormonais que determinam o comportamento sexual de machos e fêmeas, o aspecto cultural pode realmente estar passando por uma evolução. Os homens mais inteligentes (cuja pesquisa inclui também os ateus e os politicamente liberais, mas nisso ninguém se ateve) são aqueles que estão atentos às transformações sociais e que se deram conta de que mais vale ter uma mulher incrível ao lado do que uma coleção de biscates, e resolveram reduzir a farta distribuição de sementinhas. Sendo homens seguros, não precisam copiar o padrão machista de seus pais e avós. Captaram, com mais rapidez que os neurologicamente desfavorecidos, que o risco de perder a mulher amada é grande e que a fidelidade pode ser um bom investimento em longo prazo. Como é que ficaram tão espertos?
Precisaram ficar. Suas mães e avós, também muito inteligentes, pavimentaram essa mudança antes deles.
O que o Sr. Kanazawa revelou ao mundo é que os homens começaram a perceber que esse rodízio pode ter um alto custo emocional. O sexo clandestino é muito divertido e o risco de ser descoberto pode deixá-lo ainda mais saboroso, mas se for realmente descoberto, surpresa: já não haverá uma Amélia para perdoar. Antigamente, as mulheres faziam olho branco não só porque “homem é assim mesmo”, mas porque a sociedade não recebia de braços abertos as desquitadas, e, além de sozinhas, elas teriam que viver de pensão e reduzir seu padrão de consumo, sem falar no trauma causado aos filhos. Uma derrocada familiar que era facilmente evitada: bastava fingir que nada estava acontecendo.
Hoje, independentes financeiramente, com a sociedade as reverenciando e conhecedoras de truques para não envelhecer jamais, as mulheres já não têm por que ficar aturando desaforo. Se a linha de ônibus deles é frequente, a nossa também, basta fazer um sinal. Mas não é a variedade que costuma nos dar uma bela história de vida pra contar.
Afora as imutáveis diferenças hormonais que determinam o comportamento sexual de machos e fêmeas, o aspecto cultural pode realmente estar passando por uma evolução. Os homens mais inteligentes (cuja pesquisa inclui também os ateus e os politicamente liberais, mas nisso ninguém se ateve) são aqueles que estão atentos às transformações sociais e que se deram conta de que mais vale ter uma mulher incrível ao lado do que uma coleção de biscates, e resolveram reduzir a farta distribuição de sementinhas. Sendo homens seguros, não precisam copiar o padrão machista de seus pais e avós. Captaram, com mais rapidez que os neurologicamente desfavorecidos, que o risco de perder a mulher amada é grande e que a fidelidade pode ser um bom investimento em longo prazo. Como é que ficaram tão espertos?
Precisaram ficar. Suas mães e avós, também muito inteligentes, pavimentaram essa mudança antes deles.
Martha Medeiros
sábado, 25 de setembro de 2010
Futebol é bom, Educação também!
Desde que nascemos aprendemos que para viver em sociedade devemos ter no MINIMO educação.
Assitindo o jogo entre Santos e Atletico, fiquei indignada com tamanha falta de educação do jogador Neymar. Tudo começou por causa de um pênalti. Edu Dracena chamou a atenção do Neymar dizendo que ele não bateria o pênalti, ele retrucou, e Dorival na intenção de dizer que Edu estava com a razão foi falar com Neymar - o pênalti seria cobrado por Marcel. Neymar não gostou da ordem do professor e partiu pra cima dele com agressões verbais de baixo calão.
Assim que a partida terminou Dorival disse que essa atitude do jogador teria uma punição- o atleta foi punido pela diretoria em uma multa de 30% no seu salário e ficou vetado para a partida de Santos x Guarani, até aquele momento.
Nessa terça-feira, fomos pegos de surpresa, foi anunciada a demissão do técnico do Santos, Dorival Júnior.
Motivos: Esperavam que o técnico anunciasse a reintegração do jogador, mas Dorival optou por manter o veto e não escalou o jogador para a partida contra o Corinthians.
Os dirigentes do Santos não ficaram satisfeitos ao saber que Neymar seria vetado novamente de um jogo, alegando que se o jogador estivesse parado, eles estariam perdendo dinheiro, cobrando assim a volta de Neymar ao time.
Segundo comunicado oficial do clube, Dorival não quis voltar atrás de sua decisão e foi demitido por "quebra de hierarquia".
Agora pergunto: Onde vamos chegar? Até onde as pessoas vão por dinheiro?
Infelizmente Neymar deixou que a fama e o dinheiro falassem mais alto do que seus princípios.
Na minha opinião a decisão do técnico Dorival ao vetar o jogador foi correta, pois esse garoto precisa aprender que educação é o mínimo que ele precisa pra conviver em sociedade.
Se o jogador não consegue lidar com a fama, sugiro que procure um especialista que possa ajudá-lo a colocar a cabeça no lugar.
Letícia Pavanelli
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Apresentação Ela diz Ele Lê
Olá!!
Meu nome é Letícia, tenho 25 anos, sou formada em Administração com Habilitação em Comércio Exterior pela PUC Campinas. Atualmente estou sem trabalhar, mas tenho ajudado meu pai no escritório dele e minha mãe, em uma ONG.
Particurlarmente amo ficar na ONG, pois acho que lá tem algo que me agrada muito: Crianças. É, elas me fazem um bem, e devo fazer para elas também. Dou meu amor, carinho e respeito e elas me devolvem isso com um abraço, um sorriso sincero . Sempre fiz trabalho voluntário, mais esse me realiza, pois lido com as "criaturinhas" mais lindas do mundo.
Mas voltando ao Blog, resolvi criar esse blog para poder compartilhar com vocês algumas experiências, dúvidas e para poder expor um pouco mais sobre meus pensamentos em diversos assuntos, que interessem aos homens e as mulheres.
Estou aberta para sugestões de temas. Também aceito criticas e comentários- então, sinta-se a vontada para escrever o que acha/ pensa de determinado assunto, porque assim você pode me ajudar a melhorar o conteúdo do Blog.
BEM VINDO AO BLOG ELA DIZ ELE LÊ!
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