segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Algumas pessoas se destacam para nós (...) Não importa quando as encontramos no nosso caminho. Parece que estão na nossa vida desde sempre e que mesmo depois dela permanecerão conosco. É tão rico compartilhar a jornada com elas que nos surpreende lembrar de que houve um tempo em que ainda não sabíamos que existiam. É até possível que tenhamos sentido saudade mesmo antes de conhecê-las. O que sentimos vibra além dos papéis, das afinidades, da roupa de gente que usam. Transcende a forma. Remete à essência. Toca o que a gente não vê. O que não passa. O que é (...) Com elas, o coração da gente descansa. Nós nos sentimos em casa, descalços, vestidos de nós mesmos. O afeto flui com facilidade rara. Somos aceitos, amados, bem-vindos, quando o tempo é de sol e quando o tempo é de chuva. Na expressão das nossas virtudes e na revelação das nossas limitações. Com elas, experimentamos mais nitidamente a dádiva da troca nesse longo caminho de aprendizado do amor.
Ana Jácomo
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Tecnologia....
" Sim, a tecnologia é mesmo fantástica, só que hoje eu queria sumir com você para um lugar onde não pegasse o celular,não pegasse a internet, não pegasse a televisão, mas que a gente, em compensação, se pegasse muito."
Tati Bernardi
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Ressaca...
Mas não se esqueça: Assim como não se deve misturar bebidas, misturar pessoas também pode dar ressaca.
Martha Medeiros
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Ter ou Nunca Ter Tido, Eis a Questão
O cenário: um boteco. Personagens: uma turma. O enredo: papo e cerveja. Lá pelas tantas, alguém levanta a questão mais batida e menos respondida deste século: o que é pior, nunca ter amado, ou ter amado e perdido o amor?
As opiniões se dividem, mas não em partes iguais. A maioria acha que é mil vezes melhor ter amado ao menos uma vez do que passar a existência inteira sem saber o que é receber um beijo apaixonado, nunca ter sido importante para alguém, nunca ter provocado uma saudade. Muitos concordam que é preferível ter vivido um grande amor, mesmo que depois tenha padecido no inferno por perdê-lo, do que nunca ter amado.
No entanto, muitos dos que estão na rua da amargura, desolados com a ausência do seu amor, prefeririam nunca terem estado apaixonados: abririam mão da paixão e da dor, escolheriam uma vida anestesiada, sem beijos, mas também sem lágrimas. Acreditam que o desespero da perda não paga um amor tipo "infinito enquanto dure", porque geralmente dura pouco, e as lembranças pra nada servem, a não ser causar mais dor.
Façam suas apostas. Da minha parte, prefiro perder o que tive do que nunca ter tido: estamos aqui para vivenciar, aprender, dar-se bem e dar-se mal. Não somos zumbis, robôs, Ets. Caímos no mundo e nele temos que nos virar.
Muda o placar quando o assunto é dinheiro: o que é preferível, ser pobre para sempre ou passar uma temporada como rico e depois perder tudo? Será melhor passar a vida inteira com seu arrozinho com feijão, futebol aos sábados e Silvio Santos aos domingos, ou ter tido a oportunidade de passar férias em Angra, andar de lancha, tomar champanhe, morar numa cobertura com piscina, ter todas as roupas que sonhou, mesmo que um dia tudo isso evapore e tenhamos que voltar a passar a pão e água?
A maioria, acredito, iria preferir não sentir o gosto do bem-bom e ficar com seu arrozinho com feijão, que também tem o seu valor. Champanhe, lancha e roupa de grife não são essenciais como o amor, pode-se passar sem eles para sempre e ainda assim ser muito feliz. O máximo que uma temporada na ilha da fantasia pode nos trazer é uma certa revolta em voltar para o barraco de onde nunca devíamos ter saído. Quem perde um amor, sofre mas conforma-se. Quem perde dinheiro, sofre e corrompe-se.
Amor, que a gente tenha nem que seja por um dia. Dinheiro, que venha para sempre ou fique onde está.
Martha Medeiros
As opiniões se dividem, mas não em partes iguais. A maioria acha que é mil vezes melhor ter amado ao menos uma vez do que passar a existência inteira sem saber o que é receber um beijo apaixonado, nunca ter sido importante para alguém, nunca ter provocado uma saudade. Muitos concordam que é preferível ter vivido um grande amor, mesmo que depois tenha padecido no inferno por perdê-lo, do que nunca ter amado.
No entanto, muitos dos que estão na rua da amargura, desolados com a ausência do seu amor, prefeririam nunca terem estado apaixonados: abririam mão da paixão e da dor, escolheriam uma vida anestesiada, sem beijos, mas também sem lágrimas. Acreditam que o desespero da perda não paga um amor tipo "infinito enquanto dure", porque geralmente dura pouco, e as lembranças pra nada servem, a não ser causar mais dor.
Façam suas apostas. Da minha parte, prefiro perder o que tive do que nunca ter tido: estamos aqui para vivenciar, aprender, dar-se bem e dar-se mal. Não somos zumbis, robôs, Ets. Caímos no mundo e nele temos que nos virar.
Muda o placar quando o assunto é dinheiro: o que é preferível, ser pobre para sempre ou passar uma temporada como rico e depois perder tudo? Será melhor passar a vida inteira com seu arrozinho com feijão, futebol aos sábados e Silvio Santos aos domingos, ou ter tido a oportunidade de passar férias em Angra, andar de lancha, tomar champanhe, morar numa cobertura com piscina, ter todas as roupas que sonhou, mesmo que um dia tudo isso evapore e tenhamos que voltar a passar a pão e água?
A maioria, acredito, iria preferir não sentir o gosto do bem-bom e ficar com seu arrozinho com feijão, que também tem o seu valor. Champanhe, lancha e roupa de grife não são essenciais como o amor, pode-se passar sem eles para sempre e ainda assim ser muito feliz. O máximo que uma temporada na ilha da fantasia pode nos trazer é uma certa revolta em voltar para o barraco de onde nunca devíamos ter saído. Quem perde um amor, sofre mas conforma-se. Quem perde dinheiro, sofre e corrompe-se.
Amor, que a gente tenha nem que seja por um dia. Dinheiro, que venha para sempre ou fique onde está.
Martha Medeiros
domingo, 20 de fevereiro de 2011
“Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.”
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.”
Clarice Lispector
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